Sea of Thieves – Um Mar de Decepções

O jogo foi lançado no dia 20 de março de 2018 e demonstrou até o momento uma grande oportunidade perdida.

Quando o jogo foi anunciado na E3 de 2015 muitos diziam que seria a volta da Rare (Empresa que produziu a trilogia Donkey Kong Country para Super Nintendo) para os holofotes das indústrias dos games, a própria dizia na época que era um dos jogos mais ambiciosos da história da empresa, eles não estavam errados, só a execução que não foi o esperado.

Dois meses após o seu lançamento e muitas horas de jogatina online com meus amigos, eu vi a necessidade de dar uma opinião sobre o game que apesar de ser bem ambicioso na sua proposta, ele acaba se tornando exaustivo.

O jogo tem uma mecânica bem simples, existem dois modos de jogo, o modo corveta, para até dois jogadores, este é um modo mais fácil para jogadores que não tem tanta experiência com o game ou falta de amiguinhos para jogar, e o outro modo é onde você e seus amigos controlam um galeão, um navio para quatro pessoas. O grande charme de Sea of Thieves é o vasto mundo e a experiência cooperativa entre os jogadores, com diversas batalhas entre navios, caçando tesouros e até mesmo podendo derrotar um Kraken.

Apesar de todas essas qualidades citadas o jogo peca em um fator importantíssiomo para o jogo mais ambicioso da Rare, o conteúdo. As missões de caçadas aos tesouros são repetitivas e seguem uma mesma linha em TODAS as missões, apenas o método de como chegar ao tesouro da uma pequena variada, tornando assim o segmento das missões muito parecido entre uma e outra, você vai para o porto, pega uma missão, encontra a ilha do mapa, encontra o tesouro (Batalha com alguns esqueletos amaldiçoados) e entrega no porto. Sim, essas são as missões que existem no jogo não tendo assim uma grande variação e acaba se tornando bastante repetitivo e enjoativo com o passar das horas jogadas, mesmo com três tipos de missões diferentes elas acabam se tornando muito iguais no seu percurso.

Contudo o pvp agrada muito os jogadores tornando-se o grande acerto da Rare no jogo, o triunfal momento do jogo onde dois barcos piratas se confrontam é de total satisfação e a grande recompensa é o tesouro do navio abatido, a camaradagem é o essencial para você ter sucesso no jogo, não só apenas nos duelos, como também na diversão do jogo.

Infelizmente o jogo não consegue se segurar apenas no cooperativo e a falta de conteúdo dele não compensa você gastar a bagatela de duzentos reais no jogo, talvez esse tenha sido o grande motivo pelas altas críticas. O alto preço pelo fraquíssimo conteúdo e variedade no seu multiplayer, a falta de uma variação maior de missões, uma customização maior nas armas – vale citar que não existe diferença entre uma shotgun, pistola ou sniper no jogo – e o mesmo vale na customização dos navios, se tornam o grande inimigo do jogo.

Sea of Thieves foi um jogo muito aguardado para muitas pessoas, inclusive eu, prometia ser o jogo mais ambicioso da empresa, segundo ela (Donkey Kong Country mandou um grande abraço). E acabou se perdendo no grande mar de decepção, só nos resta torcer para que os novos updates que estão por vir mudem isso e não coloquem o jogo no esquecimento profundo desse vasto mar que é a indústria dos joguinhos.

Nota: 3,5/5

Plataformas: XBOX One/PC

Preço: R$199,90

Disponível no Game Pass